La vie en rose


La vie en rose
Direção: Olivier Dahan
Roteiro: Olivier Dahan, Isabelle Sobelman

O filme se justifica pela impressionante presença de Marion Cotillard. Não há como descrever sua performance. É excepcional o modo como consegue personificar “la môme”, desde os trejeitos até a postura de Piaf – que sabidamente era bem mais baixa que a atriz. Basta uma olhada em alguns vídeos de Piaf no YouTube (como este) para perceber o quanto Cotillard mergulhou na personagem.
Destaque para a maquiagem, que rejuvenesce ou envelhece a atriz de modo bastante verosssímil. Vale observar também a fotografia – as cenas ganhando cor à medida que a personagem se destaca cada vez mais.
O roteiro, infelizmente, não fica à altura. Bastante confuso, deixando muitas pontas soltas, vários assuntos em aberto. Além de deixar de lado (ou mesmo omitir) passagens importante da vida da intérprete a exemplo do ocorrido com sua filha Marcelle ou suas atividades durante a Segunda Grande Guerra.
Fiquei particularmente irritada com as idas e vindas excessivas no tempo, aparentemente aleatórias.
Apesar das falhas de roteiro, o filme merece ser visto. Mais como admiração pelo trabalho de Cotillard, não tanto como homenagem à Piaf.

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