Hatari!

meteorologia: sol e calor
pecado da gula: pão com nutella
teor alcoolico: nada ainda
audio: dark one podtrash #106
video: dexter

Hatari! (1962)
roteiro: Harry Kurnitz, Leigh Brackett
direção: Howard Hawks

Apesar dos elementos (hoje) politicamente incorretos, este filme ainda faz parte daquela lista de filmes que não me canso de assistir. Abstraindo esses elementos – a captura de animais para zoológicos e o fato de praticamente todos os personagens serem fumantes – é uma “sessão da tarde” de muita qualidade. E é preciso destacar que faz parte da trilha sonora a deliciosa Baby Elephant Walk (“O passo do elefantinho), do gênio musical Henri Mancini. Inesquecível.

A estória é bastante simples, como em boa parte dos filmes dessa época. Um grupo de “caçadores” de vários países reúne-se numa fazenda da África – locações em Tanganica -, durante os três meses em que a caça é liberada, para capturar animais para zoológicos. Um dos zôos que ficará com alguns dos animais quer fotos das capturas e envia um fotógrafo, na verdade, uma fotógrafa italiana – Anna Maria D’Allessandro, “Dallas” (Elsa Martinelli).

O filme transcorre alternando cenas de perseguições na savana e do convívio entre essas pessoas: o inconveniente de ter uma mulher no grupo; dois dos rapazes disputando a atenção da dona da fazenda; os riscos a que os caçadores estão expostos; a química entre a fotógrafa e o irlandês ranzinza que chefia o grupo – Sean Mercer (John Wayne); o motorista que tem medo de animais – “Pockets” (Red Buttons) – responsável pela maioria dos momentos cômicos.

O filme é longo, quase 2 horas e 40 minutos de duração, mas que passam sem a gente perceber. O humor leve e aparentemente ingênuo somado a algumas gags visuais muito bem resolvidas prendem o espectador do início ao fim. As cenas com os elefantinhos são simplesmente impagáveis e a música de Mancini é o complemento perfeito.

Obs.: O título significa “Perigo!” em Swahili.

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