Under the skin

Under the skin (2013) – Sob a pele
roteiro: Walter Campbell
direção: Jonathan Glazer

Este post é assumidamente uma opinião, pois nem sei qual nota dar ao filme. Não consegui concluir (praticamente) nada a respeito. Eu não gostei dele. O que não quer dizer que seja bom ou ruim, já que há muito filme bom que eu não gosto e outros tantos ruins que eu curto. Acredito que, se não fosse o zum-zum-zum criado pela notícia do nu frontal de Scarlett Johansson, eu provavelmente sequer saberia de sua existência. E acabaria descobrindo-o daqui alguns meses no catálogo do Netflix.

Em poucas palavras, uma boa descrição para o filme seria “rico em imagens, pobre em narrativa”. A fotografia é muito boa, bem cuidada, com enquadramentos interessantes. Mas o filme peca pela quase ausência de história. A trama até consegue suscitar alguns questionamentos bastante interessantes – sobre identidade, auto-conhecimento, relacionamentos, ditadura da beleza. Porém isso constitui um dos principais problemas, há questões demais e respostas de menos. Se era essa a intenção do roteirista e do diretor, o objetivo foi atingido com sucesso. Missão cumprida! O espectador passa a maior parte do tempo tentando entender o que acontece na tela, além de tentar – na maioria das vezes sem sucesso – inferir o que está fora da tela. Quem é aquela mulher? Como veio parar aqui? O que está fazendo aqui? Há outras como ela? E o motoqueiro? É só um faz-tudo?

Talvez, se eu assistisse novamente, entederia um pouco mais da obra. Mas, sinceramente, terminei de assisti-lo tão desgostosa que ao menos por enquanto não sinto a menor vontade de revê-lo. Quem sabe em alguns anos, numa noite de domingo preguiçosa, sem nada melhor pra fazer.

under the skin