3 days to kill

3 days to kill (2014) – 3 dias para matar
roteiro: Adi Hasak, Luc Besson
direção: McG

Um agente da CIA, Ethan Renner (Kevin Costner), depois de uma missão mal-sucedida, descobre que está doente e que tem poucos meses de vida. Ao se aposentar – ou “ser aposentado voluntariamente” – resolve se reaproximar de sua filha, Zoey (Hailee Steinfeld) e de sua ex-esposa, Christine (Connie Nielsen), de quem se manteve distante por conta da sua ocupação. Enquanto tenta estreitar seu relacionamento com elas, é abordado para que execute uma última missão em troca de receber um tratamento experimental para sua doença.

3 days to kill

Apesar de se perceber que a intenção dos roteiristas e do diretor era contrapor as duas tarefas – matar um terrorista super poderoso ou tomar conta da filha adolescente – essa intenção não se concretiza. O roteiro se perde ao tentar intercalar as situações, sem conseguir se decidir entre ser uma filme de ação, um drama ou uma comédia.

McG deveria ter se atido ao gênero com que é mais familiarizado e ter se concentrado mais na ação. As cenas em que o filme tenta ser mais intimista ou tenta incluir pitadas de humor ficam deslocadas e, algumas vezes, tão destacadas que chegam a ser desnecessárias. Seja com a família de sem-teto que invade o apartamento de Ethan – aparentemente sua única finalidade era mostrar que Ethan podia ser generoso e solidário -, ou com os criminosos que ele interroga enquanto resolve problemas domésticos. Parece que não se encaixam no restante da trama, sendo assim pouco convincentes.

Sem falar no excesso de coincidências que ocorrem apenas para fazer avançar a história. Uma ou outra no decorrer do filme, é aceitável, mesmo que pareça forçada. Mas várias simplesmente estragam a imersão na história, tornando praticamente impossível ao espectador comprar a ideia. Quase um deus ex machina a cada quinze minutos.

Os personagens são bidimensionais. E mesmo o esforço de Kevin Costner de deixar Ethan um pouco mais complexo não é suficiente para fazer o espectador se preocupar com o destino do personagem – algo que, aliás, fica totalmente sem conclusão ao final do final, assim como tantas outras pontas soltas.

Poderia ser um filme de ação bem divertido se não tivesse tentado ser outras coisas também.