The november man

The november man (2014) – November Man: Um Espião Nunca Morre
roteiro: Michael Finch, Karl Gajdusek
direção: Roger Donaldson
2.5 out of 5 stars

Montenegro, 2008. Peter Devereaux (Pierce Brosnan) é um espião da CIA que é responsável pelo treinamento do novato David Mason (Luke Bracey). Os dois estão envolvidos em uma missão que não dá certo, já que uma garota é atingida em um tiroteio. Desde então Peter se afasta do ramo da espionagem, mas é trazido de volta cinco anos depois pelo velho amigo Hanley (Bill Smitrovich), que o chama para resgatar uma velha conhecida de Peter, Lucy (Tara Jevrosimovic). Ela é uma agente que trabalha infiltrada na Rússia, espionando o general Arkady Federov (Lazar Ristovski), que Hanley quer resgatar já que corre risco de morte. Peter é então enviado para a tarefa, fora dos trâmites oficiais da CIA, mas ao chegar percebe que há bem mais interesses por trás desta situação.
(fonte: adorocinema.com)

november man - poster

Já que é praticamente impossível não relacionar Pierce Brosnan com James Bond, comparar The november man com a franquia 007 é algo que é feito automaticamente enquanto se assiste ao filme. Como se não bastasse ter um ex-James Bond como protagonista, a mocinha da história, Alice (Olga Kurylenko), também já foi uma bond girl. Pode-se afirmar, quase sem margem para dúvida, que qualquer semelhança com 007 NÃO é mera coincidência. Aliás, dá para dizer que o filme é um potpourri, um apanhadão de plots de filmes de espionagem infelizmente mal amarrados.

Repleto de cenas de ação, tiros, lutas, com direito a pá na cara (é pá mesmo, não pé), falha na tentativa de criar tensão no relacionamento entre o mestre (Devereaux) e o aprendiz (Mason). O que não é de se estranhar, já que os diálogos são espartanos. Não há conversa, apenas confronto. Teria sido interessante se a narrativa focasse nessa “competição” entre eles – um querendo provar que ainda está em forma, o outro querendo provar que é melhor do que o veterano o avaliara. O roteiro até tenta seguir por esse caminho, mas falha inequivocamente.

november man - cena

Sem contar que demora a ficar claro do que se trata a história, ou melhor, por que cargas d’água Devereaux foi “extraído” de sua aposentadoria. Aquela que parece ser sua meta inicial, logo no início deixa de ter razão de ser. E, passados 30 minutos, o objetivo do protagonista ainda não está bem claro devido, em parte, aos plots secundários mal desenvolvidos. Não dá para saber para que lado vai a história, o que gera certo desinteresse no espectador.

O elenco está bem, a fotografia é boa, a direção não faz feio. Mas o roteiro coloca tudo a perder. É uma colcha de retalhos (mal costurada) de filmes de espionagem, repleta dos clichês do gênero. Brosnan até que está bem do alto de seus 61 anos, mas seu carisma não é suficiente para qualificar este genérico de James Bond.