#47 – The imitation game

The Imitation Game (2014) – O jogo da imitação
roteiro: Graham Moore
direção: Morten Tyldum

Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código que os alemães usam para enviar mensagens aos submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos estritamente lógico e focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas. Entretanto, para que o projeto dê certo, Turing terá que aprender a trabalhar em equipe e tem Joan Clarke (Keira Knightley) sua grande incentivadora.
(fonte: adorocinema.com)

Inevitável, num primeiro momento, pensar no Sherlock de Cumberbatch. Há, sem dúvida, alguma semelhança entre as personagens representados, principalmente no que tange ao grau elevado de inteligência e à falta de traquejo social. Mas Cumberbatch habilmente consegue diferenciá-los. Sua voz grave e potente dá lugar a um tom contido e, por vezes, gaguejante. A arrogância que caracteriza Sherlock é substituída por uma atitude tímida, reticente, que complementa sua obsessão pelos seus objetos de estudo – a matemática e a criação de uma máquina capaz de resolver problemas.

O roteiro, como seria de se esperar, tem alguns clichês a fim de prender a atenção do espectador e gerar boas cenas no trailer. Mas não chega a prejudicar.
Vale mesmo pela performance de Cumberbatch e, para quem não conhece a história de Turing, entender qual foi sua contribuição (e a de sua equipe) para a derrota do nazismo na II Guerra Mundial, além de ter tido a ideia inicial do que é hoje o computador em que escrevo agora.

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