5 motivos para ver, rever e indicar “How to get away with murder”

Sim, eu já assisti às duas primeiras temporadas. Aliás, a segunda temporada foi uma das poucas séries, além de Game of thrones, que eu assisti a cada episódio no dia em que saiu, ansiosa pelo “próximo capítulo”. E enquanto a setembro não chega – dá pra hibernar até lá? – a vontade é assistir a tudo de novo.

Mas por que a série é tão boa? E por que todo mundo que assiste não cansa de comentar e indicar aos amigos? Segue abaixo uma lista com cinco motivos. Há mais, certamente. Qualquer fã conseguirá enumerar vários outros. Mas esses são os meus top 5.

O título

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“Eu sou a professora Annalise Keating. E esta é a aula de Direito Criminal 100. Ou, como eu prefiro chamar, ‘Como escapar de (ser condenado por) um assassinato.'”

Muitas vezes os títulos de séries ou filmes, ou não fazem sentido ou demoram a fazer sentido para o espectador. Nesta, logo no início do primeiro episódio fica claro a que veio. A professora – e protagonista – irá ensinar direito criminal a seus alunos e também irá ensiná-los a ganhar causas no tribunal, independente da culpa (ou não) do cliente. E isso significa não apenas aplicar a lei, mas encontrar brechas na lei que favoreçam o cliente. É o outro lado do “crime perfeito”. É, neste caso, a defesa perfeita para o crime cometido (ou não).

A protagonista

annalise keatingNão há dúvida de que a protagonista é simplesmente hors concours. Assim como Frank Underwood, em House of cards, é um personagem que amamos odiar. Odiar sim, pois num primeiro olhar ela não é flor que se cheire. Afinal, livrar da condenação criminosos confessos utilizando-se de brechas na lei apenas por eles estarem pagando a conta não é uma mostra de bom-caratismo. Num segundo olhar ela continua não sendo flor que se cheire. A forma como trata seus colaboradores e alunos, a arrogância, a prepotência, dão ao espectador ganas de estapeá-la. Mas ao mesmo tempo, seu comportamento se justifica já que, com certeza, ela é fodona demais para ser contrariada. E, sim, é sempre ela que tem a solução para as burradas dos que a cercam. Continue olhando, e você perceberá que há muitas outras facetas em Annalise. Passional, fiel, doce, companheira e, pasmem, até mesmo frágil. Há uma cena-chave na primeira temporada, em que ela está se preparando para dormir, e a vemos ali em frente ao espelho totalmente desarmada, quase indefesa. Se já não bastasse a força e a intensidade da personagem para ganhar o público, sua fraqueza aproxima o espectador ainda mais.

A atriz principal

67th Annual Primetime Emmy Awards - Press RoomE de nada adiantaria uma personagem sensacional sem uma interpretação fora de série. Viola Davis simplesmente rouba a cena impreterivelmente. Não é à toa que ganhou o Emmy Awards em 2015 por sua atuação nesta série. Se Annalise é o que é não é apenas graças aos roteiristas, muito se deve a Viola Davis. A cena citada no item anterior é espetacular princiapalmente por sua atuação. Gera tal empatia com o espectador que a vontade não é de estapeá-las, mas sim de abraçá-la, de dar colo. E causar essa gama de sensações e reações no público não é para qualquer um. Mesmo que a série não fosse tão boa, mesmo que o roteiro fosse meia boca, mesmo que o restante do elenco fosse mediano, ainda assim valeria a pena assistir apenas para vê-la atuando. Ex-cep-cio-nal!

A temática

htgawm - the crewAprendi a gostar de séries e filmes de tribunal – e advogados em geral – assistindo a Ally Mcbeal (sim, é um dos meus guilty pleasures). Principalmente pela forma como mostram a atuação dos advogados. Não sei se é fiel à realidade, mas ao menos em filmes e séries, advogados são quase detetives – eu adoro histórias de detetives. E não só eu, muuuuuita gente gosta de histórias de detetives. Assim, além da forma como Annalise e sua turma usam e abusam da lei a favor dos clientes, a verve investigativa da série é mais um atrativo. E não é apenas isso. Na primeira temporada, há também a disputa interna no grupo de estudantes que ajudam Annalise, cada um deles querendo mostrar-se mais eficiente e mais inteligente que os demais a fim de ser merecedor do troféu ao final do curso. Apesar de já adultos, as picuinhas típicas de adolescentes dão o alívio cômico necessário, aquele momento em que é permitido ao espectador respirar e rir aliviado, antes da próxima situação crítica acontecer.

O roteiro

ALFRED ENOCH, JACK FALAHEEA temática é atrativa, os personagens são bem construídos. E a trama? Como não poderia deixar de ser, é super bem amarrada. Todos os episódios terminam num cliffhanger de deixar o espectador se contorcendo de ansiedade pelo episódio seguinte. E como se não bastasse o “monstro da semana”, ou melhor, o cliente da semana – o que já garantiria entretenimento de sobra – há também um arco dramático maior que abarca toda a temporada. A forma como os episódios estão estruturados, com idas e vindas no tempo, mostrando eventos sob pontos de vista diferentes, deixando o espectador apenas entrever os fatos, sem ter dados suficientes para construir uma teoria coerente até as últimas cenas do última episódio da temporada.