Cinema Paradiso

meteorologia: sol e chuva… ultimamente todo dia é assim
pecado da gula: chocottone… chocottone… chocottone…
teor alcoolico: tanto champagne
audio: Nina Simone
video: ainda o Cirque du Soleil

Cinema Paradiso, direção Giuseppe Tornatore
Uma declaração de amor ao cinema.
É batida, é repetitiva, é clichê, mas é a melhor descrição desse filme. Ele está para o cinema assim como O carteiro e o poeta está para a poesia. E por uma dessas coincidências inexplicáveis (como se alguma coincidência tivesse explicação), Philippe Noiret está presente em ambos.
Não há como não se deixar levar pela emoção de Totó ao assistir os filmes, ao saber como parte dessa magia é feita, enquanto observa Alfredo operar o projetor, ao vivenciar a evolução da tecnologia da exibição cinematográfica, e finalmente ao retornar e presenciar o destino do tão estimado Nuovo Cine Paradiso.
Quem curte cinema, dificilmente não se apaixona por este filme. Principalmente porque vemo-nos espelhados no menino Totó e sua fascinação pelo cinema.
Eu acho que a primeira parte do filme, com Totó ainda criança, é a melhor. Impossível não se encantar com o garoto Salvatore Cascio, un topolino perto do urso Noiret, segundo palavras do próprio diretor.
Cenas antológicas? Ah, quando Alfredo projeta a imagem dum filme na lateral de um prédio para que o povo na praça também possa assistir. Uma cena deliciosa de Alfredo pedindo cola à Totó numa prova. E logicamente, a sequência final, quando um Totó já adulto assiste a uma montagem de todos os beijos “cortados” da projeções na época em que o padre da cidade aplicava uma espécie de censura prévia aos filmes.
Imperdível.