The taking of Pelham 123

meteorologia: sol finalmente
pecado da gula: pastel de feira
teor alcoolico: 2 smirnoff ice
audio: nerdcast #223
video: les triplettes de belleville

The Taking of Pelham 123, direção Tony Scott


O mote é simples, mas não simplista, e bastante cativante. Durante o dia, em plena Manhattan, um indivíduo sequestra um vagão do metrô, mantendo alguns passageiros como reféns e exige 10 milhões de dólares como resgate, que devem ser entregues no prazo máximo de uma hora. A situação gera o suspense necessário para segurar o público na cadeira, apesar da impresssão de “déjà-vu”, talvez causada pelo fato de o filme ser um refilmagem (mais uma).
Não assisti à primeira versão, de 1974, com Walter Matthau e Robert Shaw, e mesmo assim persiste a sensação de “já vi isso em algum outro filme”. Contudo, a tensão gerada pela situação e a adrenalina das cenas de ação são mais que suficientes para que este não seja mais um filme de sequestro. Mas não é apenas isso.
O filme não é “story-driven”, mas sim “character-driven”. O que importa são os personagens e seu desenvolvimento no decorrer da estória. Nos papéis principais, John Travolta (Ryder – Blue na versão original) como o sequestrador sem escrúpulos e, aparentemente, sem nada a perder; e Denzel Washington (Walter Garber) no arquétipo do personagem que está no lugar errado na hora errada, tornando-se por acaso o contato com Ryder. O encontro improvável entre essas duas personalidades bem eloquentes, mas divergentes no modo de encarar a situação, é o que envolve a platéia.
Não é um filme memorável, desses que a gente assiste várias vezes. Mas se garante como entretenimento. Vale uma espiada.

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