The man who would be king

O homem que queria ser rei
Direção: John Huston
Roteiro: John Huston e Gladys Hill

Apesar dos cenários aparentemente grandiosos – que fazem lembrar os desertos de Lawrence da Arábia e as paisagens de neve de Dr.Zhivago – o filme não tem a pretensão de ser uma superprodução. É, na verdade, um filme de aventuras. Pura diversão.

Lógico que pode ser interpretado como uma alegoria do imperialismo britânico presente nos países do Oriente. Mas o que cativa o espectador é a narrativa em si, as venturas e desventuras da dupla central, brilhantemente interpretada por Michael Caine e Sean Connery. Os dois representam com perfeição os malandros que, entediados com sua posição subalterna no exército, resolvem sair e conquistar o mundo. Ou melhor, conquistar um pequeno país e tornarem-se soberanos lá. E o contraste entre as culturas, durante essa aventura, é o que garante alguns dos melhores momentos do filme.

Não li o conto em que se baseia o filme, portanto não posso afirmar se é fiel ou não. Não sei se, no conto, Kipling (o autor) é um dos personagens. Mas a solução do filme em que o personagem de Caine conta-lhe tudo num flashback funciona bastante bem.

É lógico que a montagem é à moda antiga, com poucos cortes e cenas mais longas do que o espectador está habituado atualmente. Mas mesmo assim, o filme prende a atenção do início ao fim. Diversão garantida.

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