Ou isto ou aquilo

meteorologia: sol e um ventinho frio
pecado da gula: amêndoas salgadas
teor alcoolico: 2 smirnoff ice
audio: podsemfio #107
video: fringe

Eu sei, eu sei, ainda falta mais de um mês – na verdade, quase dois – até o final do ano. Mas a maioria das grandes lojas e shoppings já está se enfeitando para o Natal. Já há panetones nos supermercados há mais de três semanas. Já cercaram com tapumes o local onde é erguida a árvore de Natal gigante, ao lado do Parque do Ibirapuera.

Apesar disso tudo, ainda não chegamos àquele período de “festas”, quando o que fizemos (ou não) neste ano começa a nos assombrar. E, nesse momento, praticamente somos empurrados, sentindo-nos quase obrigados a escrever (ou simplesmente registrar mentalmente) a clássica – mas em geral utópica e ineficaz – lista de resoluções de ano novo. Em um post anterior – do início de 2010, creio – escrevi sobre a famigerada listinha. Nele ponderei que a lista não deve ser longa. E devo acrescentar que, ao contrário do que a maioria costuma fazer, o segredo é escolher metas tangíveis. Nada de muito absurdo, muito difícil ou muito distante da nossa realidade atual. É a única maneira de conseguir cumprir ao menos um dos itens propostos. E, ainda que não seja chegada a hora de iniciar a listagem, vejo-me impelida a já incluir um item.

Hoje, conversando com um amigo, expus um dilema que me acomete várias vezes, principalmente aos finais de semana, quando o tempo livre costuma ser maior. Encontro-me sempre em dúvida entre rever um filme que eu gosto muito ou assistir a um filme novo, ou melhor, ainda não visto. São duas ótima opções.
Algo similar à encruzilhada em que me encontro agora enquanto escrevo. Estou assistindo ao episódio mais recente de Fringe – “Novation” – e com a cabeça fervilhando de ideias aguardando serem escritas. A solução foi intercalar as necessidades, um bloco da série e um parágrafo escrito.

Mas com os filmes, é impraticável intercalá-los. O que fazer então?

Rever um filme querido é sempre uma experiência muito, muito boa. Principalmente porque atualmente implica em vê-lo com outros olhos, com o conhecimento adquirido no curso do Pablo Villaça (@pablovillaca). Descobrir coisas novas, detalhes não vistos, sacadas antes imperceptíveis. Assistir a um filme “novo” também é algo sempre aprazível. Agregar conhecimento. Apreciar (ou não) algo novo, diferente do já experimentado. Uma obra nova de um diretor admirado. Um filme do qual nunca tínhamos ouvido falar e cuja indicação pegamos num blog, num tuit, numa notícia. Um filme famoso a que não tivemos oportunidade de assistir ainda.

Em ambos os casos, o prazer da descoberta é indescritível. E então, novamente, o que fazer?
E, contrariando-me (felizmente), meu amigo apresentou uma solução tão óbvia quanto simples: basta assistir a um filme por dia. Sendo pessimista, na pior das hipóteses – já que imprevistos acontecem – seriam 300 filmes por ano. Uma quantidade mais que suficiente para conseguir alternar entre “o novo” e “o velho”.

Se tivesse o hábito, poderia apostar que quem leu o texto até aqui está agora se perguntando “Mas o que isso tem a ver com o início do post?”. Explico-me. O primeiro item a ser adicionado na minha lista de resoluções de Ano Novo é assistir a, no mínimo, um filme ou episódio de série por dia. Pretendo manter um registro atualizado do que foi visto numa página aqui no próprio blog. Apenas não me comprometo a comentar todos. Mas arrisco-me a dizer que possivelmente a maioria deve receber um “Gostei” ou “Não gostei”; uns 30% devem merecer um Drops (positivo ou negativo); uns 10% serão alvo de uma crítica um pouco mais elaborada. E, provavelmente, alguns desses 10% terão resenha publicada no CineMasmorra.

Bom, é isso. Tenho um monte de outras coisas para escrever, mas não neste post. E também preciso começar a pensar nos filmes a que irei assistir em 2012…

OBS.: O título do post faz referência a um livro de poesia infanto-juvenil de Cecília Meireles:
Ou isto ou aquilo” (leia aqui a poesia que dá nome ao livro)

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