Into Thin Air: Death on Everest

Into Thin Air: Death on Everest (1997) – Morte no Everest
roteiro: Robert J. Avrech
direção: Robert Markowitz
1 out of 5 stars

Pensem em um livro que tenham lido e gostado mais do que o esperado. Agora imaginem descobrir que existe uma versão cinematográfica dele. Então, foi com esse grau de expectativa que apertei o play no Netflix para assistir ao filme.

into thin air

Torcia para que fosse tão bom quanto o livro. Lêdo engano. Infelizmente, não correspondeu à expectativa. E, além de não corresponder, foi uma decepção enorme. O filme é curto, mas tão, tão insuportavelmente chato que eu não via a hora de terminar. A todo momento verificava quanto faltava para o final. Ao contrário do livro, os personagens são apresentados de forma tão superficial e sem graça que não há como se identificar ou se solidarizar com suas tragédias. O descuido nesse quesito é tanto que em dado momento eu já estava confundindo os alpinistas. E, num filme de escalada na neve, diferenciar as pessoas é o mínimo necessário para conseguir – e querer – continuar a acompanhar os eventos. Some-se a isso a visão levianamente maniqueísta da postura dos líderes das duas equipes e a inacurácia das informações- 12 pessoas morreram, não apenas 5 como citado no filme. A atuação do elenco é praticamente inexistente. E a produção sequer se deu ao trabalho de utilizar imagens reais do everest – foi tudo filmado na Áustria. Enfim, totalmente dispensável. Em contrapartida, eu indico a leitura do livro.

Li Into thin air” (No ar rarefeito) há 10 anos, mais ou menos. E, até lê-lo, não sabia que gostava tanto desse estilo literário – o relato de viagem. Neste post, ele é o top 1 da lista dos que já foram lidos.

Sinopse do livro:

Um relato sobre a temporada mais trágica da história do Everest. Contratado pela revista ‘Outside’ para fazer uma reportagem a respeito da crescente comercialização da montanha, Krakauer, alpinista experiente, foi ao Himalaia como cliente de Rob Hall, o guia de alta montanha mais respeitado do mundo. Em 1996, subindo a montanha ao lado do grupo de Hall havia uma outra expedição guiada por Scott Fischer. Mas nem um nem outro sobreviveram à tempestade traiçoeira do dia 10 de maio. Krakauer conta a história e faz uma reflexão sobre o encanto avassalador que o Everest exerce sobre as pessoas, levando-as a arriscar a vida.
(fonte: livcultura.com.br)

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O interessante do livro é que Krakauer não se limita a seu papel de repórter. O texto é envolvente pois ele nos apresenta os “personagens” da tragédia um a um, expondo suas motivações para estarem ali enfrentando a montanha. Não nego que ele narra cada etapa da tragédia com bastante propriedade e de forma detalhada o suficiente para deixar qualquer um em suspense. Mas, no meu entender, o que faz o livro ser tão cativante e prender o leitor até o desfecho é ter dedicado tempo nos familiarizando com cada membro das expedições, fazendo com que o leitor torça pelo destino dos personagens.

O post não é sobre o livro, mas não poderia me furtar de comentar sobre ele. Mesmo porque a qualidade do livro contribuiu para a minha decepção com o filme. Iludi-me pensando que o filme possivelmente tinha recebido o mesmo tratamento respeitoso e deferente dado ao segundo livro de Krakauer – Into the wild (Na natureza Selvagem). Dirigido e roteirizado por Sean Penn e estrelado por Emile Hirsch, guardadas as devidas proporções, o filme conseguiu captar a essência do livro e do personagem retratado por Krakauer – Chris McCandless, um jovem que larga tudo e sai numa jornada sem volta no Alasca.

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