TDKR

meteorologia: ensolarado
pecado da gula: calzone de calabresa
teor alcoolico: 2 stella artois
audio: nerdcast #321
video: bones

The dark knight rises (Batman – O cavaleiro das trevas ressurge) – 2012
Roteiro: Jonathan Nolan, Christopher Nolan
Direção: Christopher Nolan

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que eu não conheço o Batman dos quadrinhos, ou seja, não tenho como julgar se personagens e eventos são coerentes com “o original” (ou não). Sendo assim, mesmo sabendo da insatisfação de alguns batmaníacos com algumas liberdades criativas tomadas pelos roteiristas, a fidelidade com a mídia original não foi critério para minha análise do filme.

Bem que eu gostaria de ter saído do cinema com a mesma sensação de quando fui assistir “The dark knight”. Com aquela vontade de voltar e assistir novamente – o que eu fiz – e com aquele impulso incontrolável de comentar com todos os conhecidos e falar “Filmaço! Vai assistir que vale muito a pena. O vilão é excepcional – pena que o ator morreu e não vai poder repetir o papel.”

Preciso ser honesta, o filme é bom, mas não causou o mesmo o entusiasmo. Considero-o inferior aos antecessores. Não apenas por não ter um vilão tão carismático quanto o Coringa de Heath Ledger – fato que certamente elevou as expectativas acima do aceitável para este último filme. Mas também por que, além das falhas comuns nos filmes anteriores – uma certa confusão na localização espacial dos eventos e na montagem das cenas de ação – acredito que o excesso de personagens e tramas paralelas atrapalhou bastante o desenrolar da estória como um todo. A falta de tempo hábil para desenvolver os personagens e alguns acontecimentos que ocorrem aparentemente sem motivo certamente dificultam a imersão do público. Como dois personagens (Gordon e Blake) fazem questão de frisar em certo momento – e quase tive a impressão de que se dirigiam ao espectador – “as detectives we are told not to believe in coincidences”. Há coincidências demais favorecendo os mocinhos, prejudicando a suspensão de descrença.

É inegável que é um encerramento bem eficiente para a trilogia, fazendo várias referências a acontecimentos e diálogos dos outros dois filmes. Apesar de poder ser assistido e “degustado” como uma obra independente dos demais, ele certamente faz mais sentido e ganha em qualidade quando analisado em conjunto com os anteriores. Enfim, vale a pena assistir para ver o fechamento de um ciclo, mas eu certamente não irei revê-lo tantas vezes quanto revi (e ainda revejo) “The dark knight”.

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