V for Vendetta

V for Vendetta (2005) – V de Vingança
roteiro: Andy Wachowski, Lana Wachowski
direção: James McTeigue
3.5 out of 5 stars

Sinopse:
Passado na paisagem futurista de uma Grã-Bretanha totalitária, V de Vingança conta-nos a história de Evey (Natalie Portman), uma jovem aprazível que é salva de morte certa por um homem mascarado (Hugo Weaving). Identificando-se apenas como “V”, o mascarado revela um carisma incomparável e um talento extraordinário na arte do combate e da astúcia. V desencadeia uma revolução quando insta os compatriotas a lutar contra a tirania e a opressão. Mas ao descobrir a verdade sobre o misterioso passado de V, Evey toma também conhecimento da verdade sobre si mesma e emerge como imprevisível aliada de V, no seu plano para devolver a justiça e a liberdade a uma sociedade afligida pela crueldade e pela corrupção.

v for vendetta

O filme é uma adaptação da graphic novel homônima de Alan Moore e David Lloyd. Eu, mesmo não sendo uma consumidora voraz de quadrinhos, gostei muito tanto da arte quanto do texto. Não é novidade que adaptações de quadrinhos para o cinema costumam ser ainda menos bem-sucedidas que as feitas a partir de livros. E são mal-sucedidas principalmente no quesito “agradar aos fãs da HQ” por uma razão bem simples: quem leu espera ver na tela reproduzidos os desenhos tal e qual na revista. E, apesar de parecer óbvio, são mídias diferentes e o que funciona bem em uma tem grande probabilidade de não funcionar em outra. Vide Sin City, tão fiel aos quadrinhos de Frank Miller que mais parecia um filme stop motion ou um daqueles desenhos de tv de super-heróis com quadros estáticos – quem foi criança nos anos 70 com certeza lembra.

Revi o filme dia desses, depois de ler os quadrinhos. Penso que, apesar de a adaptação parecer meio “chocha” em relação à mídia original, não deixa de ser um bom filme. É lógico que se perdem detalhes. É lógico que se perde boa parte da ideologia discutida na versão impressa. É lógico que nem todas as cenas foram filmadas assim como estavam desenhadas. É lógico que muitos diálogos foram resumidos. Não há como fugir disso. Dar um ar de romance ao relacionamento de V e Evey e a forma superficial como a origem de V é contada são, a meu ver, os maiores defeitos do filme e o que mais enfraquece a trama.

É quase certo que quem leu a HQ antes de assistir ao filme, vai achá-lo menos impactante, já que a violência foi bastante mitigada e a mídia ‘cinema’ não é dada a longos monólogos políticos-ideológico – principalmente se a intenção é fazer um filme vendável. Contudo, o filme consegue manter a essência da estória e dos personagens, o que certamente é um mérito no meio de tantas adaptações feitas tão mal e porcamente.

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