#1 – Chef

Chef (2014)
roteiro e direção: Jon Favreau
★★★★★★★★★★ (7/10)

Carl Casper (Jon Favreau) é o chef de um restaurante badalado de Los Angeles, mas volta e meia enfrenta problemas com o dono do local (Dustin Hoffman) por querer inovar no cardápio ao invés de fazer sempre os pratos mais pedidos pelos clientes. Um dia, um renomado crítico gastronômico (Oliver Platt) vai ao restaurante e publica uma crítica bastante negativa, baseada justamente no fato do cardápio ser pouco criativo. Furioso, Casper vai tirar satisfação com ele e acaba demitido. Pior: a briga vai parar na internet e se torna viral, o que lhe fecha as portas nos demais restaurantes. Sem saída, ele recebe a ajuda de sua ex-esposa (Sophia Vergara) para reiniciar a vida no comando de um trailer de comida.
(fonte: adorocinema.com)

Este primeiro comentário do ano é uma ligeira trapaça. Explico: não assisti ao filme todo hoje, apenas aos últimos 30 minutos. Comecei num dia da semana passada, mas o arquivo se corrompeu depois que esbarrei sem querer no pen-drive. Substituí o arquivo e só terminei de ver hoje.

É aquele tipo de filme despretencioso, que se assiste numa boa, sem sentir o tempo passar. Não é algo sensacional, que saímos por aí fazendo propaganda aos conhecidos, mas cumpre muito bem a função de entreter sem desmerecer a inteligência do espectador.

Mesmo para aqueles que não curtem gastronomia ou culinária, é um filme divertido já que esses assuntos são apenas o pano de fundo para a jornada de descobrimento e transformação do protagonista. Além disso é interessante ver o modo como os roteiristas fizeram bom uso das mídias sociais – mais especificamente, o Twitter – inserindo-o no contexto com muita criatividade.

Como toda boa história, lógico que o roteiro se presta a várias interpretações. Talvez a mais explícita seja o paralelo entre ser mestre-cuca e ser diretor de cinema. Percebe-se quase que explicitamente a comparação entre “fazer comida” e “fazer filmes”. Ambos só terão qualidade se o cozinheiro/diretor respeitar sua individualidade, sem se render a pratos/filmes idealizados por terceiros.

Favreau não decepciona nem na direção nem como o chef Carl Casper. E é quase certo que o espectador termine de assistir ao filme com vontade de ir para a cozinha – para comer ou para cozinhar.

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