San Andreas

San Andreas (2015) – Terremoto: A Falha de San Andreas
roteiro: Carlton Cuse
direção: Brad Peyton
2.5 out of 5 stars

Um terremoto atinge a Califórnia e faz com que Ray (Dwayne Johnson), um bombeiro especializado em restates com helicópteros, tenha que percorrer o estado ao lado da ex-esposa (Carla Gugino) para resgatar a sua filha Blake (Alexandra Daddario), que tenha sobreviver em São Francisco com a ajuda de dois jovens irmãos.
(fonte: adorocinema.com)

san andreas poster

Só de ler a sinopse, já se pode apreender que o filme é uma versão de The day after tomorrow, com o terremoto no lugar da onda de frio intenso e um piloto de helicóptero, Ray (Dwayne Johnson), no lugar do professor Jack Hall, Dennis Quaid. Trocar uma catástrofe pela outra não é problema. Mas trocar um bom ator – não excepcional, mas bom – por um medíocre (à la cigano Igor), não colabora para tornar o filme “assistível” o suficiente. Há de se convir que se o personagem de Johnson fosse representado por um boneco Bob – sim, aquele que se usa em treinos de boxe – a diferença mal seria notada.

É lógico que em filmes-catástrofe – aqueles em que o foco é a própria catástrofe – não se espera uma atuação grandiosa do elenco. E mesmo que Ray fosse representado por um bom ator, e que o elenco fosse constutuído de ótimos atores, ainda assim os personagens seriam problemáticos. A pobreza do roteiro, no que tange à construção dos personagens, converte-os não em clichês mas, pior, em estereótipos. Não bastasse isso, os dramas pessoais de cada um são desenvolvidos de forma sofrível, difícil de convencer até mesmo o público que vai ao cinema apenas para ver a pirotecnia de efeitos especiais.

2012-Los-Angeles-Goes-Under[1]

Como na maioria das vezes, a sinopse não reflete exatamente o que é a história, mas isso não faz muita diferença, já que a sequência de situações clichês é o que norteia o roteiro. E, como acontece com vários filmes de ação, assistir ao trailer é mais que suficiente para conseguir comentar sobre o filme numa roda de amigos. É óbvio que The Rock é super-hiper-ultra-megaboga piloto de resgate. Assim como é óbvio que, na tentativa de dar profundidade ao personagem, ele está passando por problemas familiares. E, ainda mais óbvio que, apesar desses problemas, ele irá salvar o dia – entenda-se a ex-esposa e a filha – em meio ao caos causado por uma sucessão de terremotos. Ah, sem esquecer que obviamente há um cientista estudando o fenômeno, Lawrence – Paul Giamatti, certamente escalado na tentativa de dar mais peso ao elenco (e provavelmente participando apenas para passar o tempo ou, quem sabe, bancar alguma reforma em sua casa).

Se o espectador relevar a inexistência de roteiro – já que todas as situações parecem ter saído dum manual de clichês – e a ausência de personagens tridimensionais, atendo-se apenas aos efeitos especiais nas cenas de destruição causada pelos terremotos, o filme acaba sendo apenas mais um blobkbuster a que a gente assiste numa boa, sem compromisso, mas que esquecemos meia hora depois, antes mesmo de terminar o sorvete pós-sessão.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *