#270 – Everest

Everest (2015) – Evereste
roteiro: William Nicholson, Simon Beaufoy
direção: Baltasar Kormákur
2.5 out of 5 stars

No ano de 1996, dois grupos de alpinistas liderados por Rob (Jason Clarke) e Scott (Jake Gyllenhaal) se unem na tentativa de escalar o monte Everest, mas uma grande nevasca coloca a vida de todos em risco. Com a esposa grávida (Keira Knightley), Rob é menos aventureiro que Scott, se preocupando com a segurança dos membros de sua equipe.
(fonte: adorocinema.com)

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Por mais estranho que pareça, o documentário de 1998 – baseado no mesmo livro de Jon Krakauer, Into thin air – consegue atrair e manter a atenção do espectador com muito mais eficiência do que este filme.

Há que se concordar que filmes-catástrofe não prezam por conterem personagens bem construídos. Em geral, são bem estereotipados – o valentão, o covarde, o líder, o do-contra, o nerd, o com habilidades físicas e por aí vai. Os integrantes das expedições de Hall e Fisher serem “gente como a gente”, ou seja, nenhum deles tem apenas uma característica marcante, mas o roteiro os deixa parecidos demais, rasos demais, desinteressantes demais. As exceções são, obviamente, os líderes das expedições. O roteiro faz questão de ressalar personalidades quase opostas, enfatizando o responsável Rob Hall em contraponto ao boa vida Scott Fisher.

Ao menos o roteiro não caiu na armadilha de tentar colocá-los como concorrentes. Percebe-se a cumplicidade entre os dois, mesmo quando estão aparentemente se provocando. O maior desperdício está na porção feminina do elenco – Robin Wright (como Peach Weathers), Keira Knightley (como Jan Hall), Emily Watson (como Helen Wilton), Elizabeth Debicki (como Dr. Caroline Mackenzie), Naoko Mori (como Yasuko Namba) – ficaram relegadas a coadjuvantes de luxo. Mesmo sabendo o papel importante que tiveram, principalmente Wilton (durante a nevasca) e Weathers (com auxílio à distância), mesmo Yasuko (que pereceu durante a tempestade) mal teve direito a algumas falas. E depois dizem que Hollywood não é sexista…

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Marcantes mesmo são as cenas externas – ou aparentemente externas – já que possivelmente poucas delas foram efetivamente filmadas em locação. São as cenas de tempestade que salvam o filme, dando tensão o bastante para o público continuar assistindo. Infelizmente na última parte do filme – quando efetivamente deveria ocorrer o clímax da história – o espectador é obrigado a acompanhar um sem fim de telefonemas e conversas via rádio. Embora a história já seja conhecida, principalmente para os que leram o livro de Krakauer, um bom roteiro conseguiria criar momentos tensos e instigantes o suficiente para deixar a narrativa minimamente interessante.

Curta o visual e o elenco estelar. E só.