Solo (2018)

Solo: A Star Wars Story (2018) – Han Solo: Uma História Star Wars
roteiro: Jonathan Kasdan, Lawrence Kasdan
direção: Ron Howard

Apesar de muitas pessoas não concordarem com a produção desse longa e de não ser necessário existir uma história contando a origem de Han Solo, esse filme foi feito. E, mesmo com seus imprevistos, ele está aqui. O segundo spin–off do universo de Star Wars nos trás até Han, um jovem que sonha em ser um piloto, ter sua própria nave e voar livremente pelo espaço, mas para que isso se realize ele deve se unir a um grupo de ladrões e contrabandistas.

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O filme tinha em sua direção a genial dupla Phil Lord e Chris Miller (Anjos da Lei), mas após diferenças criativas eles deixaram o projeto (já durante as filmagens) e chamaram Ron Howard (Rush). Nota-se que muitas cenas que continham alívios cômicos têm o estilo de comédia similar à da dupla de Anjos da Lei, mas já as partes mais dramáticas, foram feitas por Ron Howard – que, se não tivesse seu nome no final do filme, ninguém saberia que foi quem dirigiu. A Lucasfilm diz que 70% do filme é de Howard, mas não vemos nada que torne o filme dele, nada que se torne uma cena memorável pelo menos.

O roteiro foi feito por Lawrence e Jonathan Kasdan, escritores do inigualável Império Contra–Ataca. Neste filme o seu trabalho apresenta altos e baixos. Temos bons diálogos, quebra de clichês interessantes. Mas também há muitos clichês, diálogos expositivos/explicativos, como explicar o porque do nome Han Solo (?).

Um dos pontos positivos é a trilha sonora de John Powell que, apesar de ser em muitos momentos simples e comum, apresenta um vigor nas cenas de perseguição e tiroteios. O que Ron Howard não conseguiu fazer só com a imagem, a música de Powell trouxe: emoção. A cinematografia é bem feita, todos os planos que contém um espaço aberto com uma nave ou um vasto terreno, são bem feitos, mas fora isso não acrescentam nada novo ou inspirador. Os efeitos visuais assim como em todos os filmes da franquia estão muito bem feitos, eles mantiveram a utilização de efeitos práticos – aliens, robôs, objetos de cena, muitos são reais.

Uma preocupação do filme era a atuação de Alden Ehrenreich. Havia boatos de que ele não estaria atuando bem, que não estaria à altura de Harrison Ford. Mas felizmente o rapaz entrega um bom Han Solo, sem tentar imitar ou se diferenciar completamente do personagem de Ford. Todos os outros atores estão bem no filme, com destaque para o Chewbacca. Ele tem um arco interessante e se entende o porquê da sua amizade com Han Solo. O único que ficou devendo tempo em tela foi Donald Glover. Seu Lando é bom e traz o espirito do malandro do Império Contra–Ataca, mas não tem tempo pra construir sua relação com Han nem com sua androide L3.

Com uma trama apressada, bem atuada e sem emoção, Solo: Uma História Star Wars, não entrega nada novo, inspirador ou memorável, só uma aventura com diversas referências e explicações sobre Han Solo e seu universo.