Ocean’s Eight

Ocean’s Eight (2018) – Oito Mulheres e um Segredo
roteiro: Gary Ross, Olivia Milch
direção: Gary Ross

Filmes de assaltos sempre foram bem recebidos pelo público mas, com o tempo, tornaram-se cansativos. Aí estreia Onze Homens e um Segredo, um remake do longa com Frank Sinatra. O filme revolucionou os filmes de assalto, tornou o gênro mais dinâmico e casual. Depois do sucesso do primeiro filme, vieram mais duas sequências (que foram tão boas quanto o primeiro filme), mas nunca houve um quarto filme. Agora com a enfim ascensão do feminismo, surgiu a ideia de fazer a versão feminina do filme, e este é Oito Mulheres e um Segredo.

A trama segue a personagem de Sandra Bullock, Debbie Ocean, quando acaba de ser libertada da prisão. Ela planeja um assalto que é descrito pelo filme como o assalto do século. Assim, começa a recrutar outras mulheres para ajudá-la no serviço. O longa tem a direção de Gary Ross e, infelizmente, ele não traz nada que se destaque além do seu bom trabalho com os atores. Sua direção, em termos de decupagem, remete muito ao filme de Steven Soderbergh. Ocorre a mesma coisa com a trilha sonora, similar à de Onze Homens.

O roteiro peca quando se esquece de trazer um conflito para todo o terceiro ato do filme. Não há obstáculos, pelo menos nenhum que pareça ser uma ameaça, apenas clichês repetitivos. Apesar das boas atuações de todas as oito mulheres, não ficamos conectados com nenhuma delas, não simpatizamos, elas são apresentadas junto de suas habilidades e depois fim, sem desenvolvimento.

Nada além de engraçadinho e bem atuado, Oito Mulheres e um Segredo é uma boa ideia que teve um roteiro e direção preguiçosos, se apoia demais em seus antecessores e esquece de criar algo novo.