Babel

meteorologia: ainda muuuito calor
pecado da gula: um balde de pipoca
teor alcoolico: 2 Devassa
audio: Papa Roach

Babel (Babel), direção Alejandro González Iñárritu
Acho que fui assistir ao filme com expectativa demais. Em parte por ter gostado muito dos dois outros filmes de Iñarritu (Amores Perros e 21 grams) e em parte pelos comentários ouvidos (e lidos) sobre o filme.
Fiquei com a impressão que a “fórmula” do roteiro se desgastou, não foi tão bem aproveitada como em seu filme anterior. Em 21 grams, eu achei simplesmente fantástica a estrutura narrativa, com 3 estórias aparentemente sem conexão que, em algum ponto do filme se encaixam perfeitamente e se desenrolam juntas a partir dali.
Em Babel, a conexão entre as estórias é esclarecida praticamente logo no início do filme, restando apenas uma pequena dúvida sobre o núcleo japonês (que, aliás, parece fazer parte de outro filme). Achei que isso fez com que o impacto narrativo se perdesse, tornando o filme previsível.
Apesar disso, atinge o objetivo a que se propôs o diretor, mostrar as consequências da falta de comunicação entre as pessoas, seja pela distância geográfica, seja pela diferença de idioma, seja pela dificuldade de comunicação (no caso da personagem de Rinko Kikuchi, a surda-muda Chieko).
O filme tem seu valor, mas acho que não leva a estatueta.