Os infiltrados

meteorologia: típico dia de verão, calor e chuva no final da tarde
pecado da gula: frapê de caramelo (na Starbucks)
teor alcoolico: 2 chopps, 1 Stella Artois, 1 Devassa
audio: Elis Regina
video: trailers dos indicados

Os infiltrados (The departed), direção Martin Scorcese
Dois homens em lados opostos da lei estão disfarçados na polícia do estado de Massachusetts e na máfia irlandesa, enquanto a polícia trava uma verdadeira guerra contra o crime organizado de Boston. Porém quando a máfia e a polícia descobrem que entre eles há um espião, a vida de ambos passa a correr perigo.
Refilmagem do policial chinês The Infernal Affairs (Wu jian dao), é um filme que traz Scorcese de volta à sua boa forma. Violento sem ser “gore”, mirabolante sem parecer inverossímil, o filme reune um bom roteiro com ótimos diálogos a um elenco excepcional.
Jack Nicholson, bom, é Jack Nicholson. A presença dele já valeria o ingresso. Faz de seu Frank Costello mais um personagem inesquecível. Mas Mark Wahlberg, Matt Damon e (para surpresa minha) Leonardo Di Caprio também não fazem feio. Aliás, todas as interpretações são primorosas, indo do policial explosivo (Wahlberg), passando pelo “rato” da máfia (Damon) e até o policial sob disfarce (Di Caprio), todos estão muito além da expectativa.
Esse é o meu palpite para o vencedor da noite do Oscar, melhor diretor para Scorcese e melhor filme para Os infiltrados (porque não há maior incongruência do que premiar o filme e não premiar o diretor ou vice-versa).