Diamante de sangue

meteorologia: nem depois da chuva o calor diminuiu
pecado da gula: 1 fatia de quindim
teor alcoolico: além do post anterior, mais 2 stella artois
audio: tom jobim
video: lost (tive de assistir novamente, o episódio estava sem legendas)

Diamante de sangue (The blood diamond), direção de Edward Zwick
“No país africano Serra Leoa, na década de 90, o filme acompanha a história de Danny Archer (Leonardo DiCaprio), um mercenário sul-africano, e o pescador Solomon Vandy (Djimon Hounsou). Apesar de terem nascido no mesmo continente, têm histórias completamente diferentes, mas seus destinos são unidos por conta da busca por um raro diamante cor-de-rosa. Com a ajuda de Maddy Bowen (Jennifer Connelly), uma jornalista norte-americana, eles embarcam numa perigosa jornada em meio ao instável território.(fonte: www.cinemark.com.br)
Tentando abordar mais assuntos do que caberiam em 120min. , o filme, apesar de interessante, fica meio disperso, deixando o espectador meio sem saber exatamente qual o foco do roteiro. Além de querer discorrer sobre o problema dos diamantes do conflito, aborda também o papel do chamado primeiro mundo nessa situação, a ação de pessoas sem escrúpulos que se aproveitam do conflito, as milícias que combatem o governo e querem dominar o comércio das pedras, a extrema miséria da população, a situação dos refugiados. Intenso, mas pouco coeso.
Apocalypto é violento? Pouco se comparado às cenas de ataque das milícias. Há algo mais violento do que ver pessoas inocentes sendo mortas a sangue-frio? E pior, crianças de 7-8 anos empunhando as armas e atirando como se brincassem de polícia e ladrão. É de virar o estômago, mais ainda do que ver um jaguar dilacerando um homem durante uma caçada.
Jennifer Connelly,
linda como sempre, tem uma personagem totalmente “rasa”, apenas a repórter de boas intenções que em certo momento quer nos levar a crer que o amor salvaria o personagem de Leonardo Di Caprio, o mercenário Danny Archer (tonteria).
Indicado por sua atuação, realmente Di Caprio parece ter deixado de lado aquela carinha de moleque e resolvido levar a sério seu papel (sem trocadilhos). Ele está muito bem, aliás mais do que muito bem, encarnando o mercenário cínico e totalmente sem escrúpulos. Logicamente, seria mais favorecido se o filme fosse melhor. Acho que não leva a estatueta. E eu ainda prefiro sua atuação em Os infiltrados.

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