Vida longa e próspera

meteorologia: dia seco, de novo… muito sol, muito vento
pecado da gula: sorvete de chocolate
teor alcoolico: 2 estrella galicia, 2 smirnoff ice black
audio: nerdcast #216
video: fire within (cirque du soleil)

Star Trek, direção J.J.Abrams

Assumo, não sou trekker. Assisti a vários episódios na minha infância, principalmente das primeiras temporadas. Não sei detalhes que qualquer iniciado tem na ponta da língua, tipo em qual episódio os klingons apareceram pela primeira vez. Mas conheço o suficiente para me divertir identificando citações e frases clássicas nessa nova versão de J.J.Abrams. E há também o elemento cômico, bastante presente na série original, apresentado no filme por gags visuais, algumas excessivas, mas bastante divertidas, apesar de o humor atual diferir bastante (obviamente) do original. Há inclusive referência à “piada interna” de que todo figurante vestindo blusa vermelha acaba mal em algum momento do episódio. Mas a principal diferença entre o filme e a série são as cenas de ação. Adaptando-se ao público atual, habituado a sequências frenéticas, as cenas de ação se sucedem de uma maneira que seria totalmente improvável ocorrer na série.
Para os não iniciados, os que nunca assistiram sequer um episódio (sim, esses seres existem), o filme é bastante didático. Acompanhando os personagens principais, Kirk e Spock, desde a infância até se confrontarem pela primeira vez, mostra como formou-se a tripulação da nave que preencheu a imaginação de muitas crianças da minha geração. E, diferente da série original, a nave parece de verdade mesmo e não um cenário de papelão e isopor. A exclamação de Kirk ao vê-la pela primeira vez é a mesma dos fãs: “Uau!”
O elenco também não faz feio. Conseguem manter-se fiéis à personalidade dos personagens originais. A arrogância de Kirk, a fidelidade de McCoy, a racionalidade de Spock. Aliás, Zachary Quinto é o que mais se destaca, a ponto de o diretor não hesitar em colocá-lo frente a frente com Nimoy, o Spock original. Encarna com perfeição o dilema do personagem, a dicotomia entre a razão e o sentimento por ser meio humano, meio vulcaniano. Ótima atuação. Apesar de eu passar boa parte do filme com a impressão de que a qualquer momento Sylar ergueria o indicador para retirar o escalpo de algum personagem e estudar seu cérebro. Ainda sobre o elenco, achei a atriz que faz a mãe de Spock bastante parecida com Winona Ryder, para descobrir nos créditos que era realmente ela. E Eric Bana está simplesmente irreconhecível como Nero, apesar da atuação caricata (como sempre).
Não é espetacular. Mas é acima da média do festival de remakes e reboots a que temos assistido ultimamente. Diversão garantida.


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