Femme fatale

Femme fatale – 2002
roteiro e direção: Brian De Palma
3 out of 5 stars

Laura Ash (Rebecca Romjin-Stamos) é uma mulher que usa seus atributos físicos – entenda-se beleza sedutora – de forma ostensiva para aplicar golpes. Inesperadamente, surge uma oportunidade de mudar e deixar para trás sua “carreira”. Confundida com outra mulher, repentinamente toma a decisão de se reinventar e mudar de vida.

Eu gostaria, mas não vou contar mais detalhes da estória, para não estragar a experiência de quem pretender assistir a este filme.

Não é uma obra-prima de De Palma, não consta na minha lista de top 5. Mas mesmo assim, merece ser visto. É um exercício de técnica cinematográfica. Não sei exatamente como explicar, mas terminei de assistir ao filme com a impressão de que faltava algo. Posso até estar exagerando, mas o filme parece carecer de paixão. Não que a trama não seja empolgante. É sim, bastante envolvente até. Prende a atenção do espectador do início ao fim. A fotografia é elegante, algumas tomadas inusitadas mostram pontos de vistas e transições de cena bem interessantes e não faltam as sempre presentes referêncas à obra de Hitchcock. Aliás, acredito que a maior referência seja ao McGuffin. A trama é o McGuffin. E De Palma a utiliza para exercitar sua técnica.

O resultado é muito bom. Bem acima da média. Melhor que muitos outros filmes desse estilo – suspense e ação. Mas falta a ele a alma e o ímpeto que vemos em Os intocáveis, Scarface e Dublê de corpo, entre outros. É ainda assim um bom De Palma e vale a pena ser assistido.

(Spoilers à frente) Evitei falar muito da estória pois o filme, em sua estrutura, lembra muito “Mullholand Drive”. Quem assistiu a este último, vai entender.

femme fatale

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